Quem acompanha o blog viu que semana passada pedi a colaboração para encontrar uma criança com Síndrome de Down. Como dia 21 de março é o dia Internacional da Síndrome de Down então o intuito dessa busca foi para fotografar uma criança especial e mostrar que, independente de como ela é, ela é especial.
Foi aí que conheci a Maria, uma mulher de 35 anos, simples, batalhadora e mãe de 7 filhos. Em agosto de 2011 nasceu seu 7º filho, o Marcos Vinicius. Ele não foi “programado”, foi apenas enviado. Hoje o Vinicius, como é chamado, está com 7 meses e há apenas três semanas essa mãe descobriu que seu filho é portador da Síndrome de Down.

Assim como você eu também parei por um minuto para pensar e imaginar a dificuldade que deve ter sido para Maria receber essa notícia, muitas e diferentes são as reações dos pais que têm um filho especial. A Maria é sem dúvida uma mãe especial pois em momento algum ela perdeu o brilho nos olhos e a esperança em poder proporcionar ao Vinicius uma vida feliz.
Alguns pais são mais maduros e esses apresentam um grande índice de aceitação já no início do nascimento da criança, outros nem tanto. De qualquer maneira sabem que será um caminho de desafios, terão que se adaptar a uma nova realidade e a manter um esforço diário para que seu filho possa se desenvolver e infelizmente, enfrentar a sociedade preconceituosa. Talvez este seja um dos desafios mais árduos.
Como resumo desse post vou citar o texto abaixo:
Esperar um bebê é como planejar a fantástica viagem de férias com que você sempre sonhou para a Itália.
Você compra um monte de guias e faz planos maravilhosos como conhecer o Coliseu, o David de Miguelangelo, as gôndolas em Veneza… Você até tenta aprender frases úteis em italiano. Tudo é uma festa.
Depois de meses de expectativa, finalmente chega o dia da viagem. Malas prontas, você entra no avião e, algumas horas depois, a aeromoça vem e diz: “Bem Vinda a Holanda.”
“Holanda?! Como assim, Holanda”, você se espanta.
“Meu vôo era para a Itália. Sonhei a vida inteira em ir para a Itália”. Mas houve uma mudança no plano de vôo. Aterrissaram na Holanda e este é o seu destino agora.
O importante é que não levaram você a um lugar horrível, desagradável e sujo, cheios de epidemias, fome e doença. É só um lugar diferente.
Então você tem que sair e comprar novos guias. E aprender uma língua nova. E conhecer pessoas que nunca teria conhecido. É só um lugar diferente. O ritmo é mais lento que o da Itália; a luz menos brilhante. Mas, depois de estar lá por algum tempo, você toma fôlego, olha em volta e começa a notar que a Holanda tem moinhos… e a Holanda tem tulipas!
Mas todo mundo que você conhece foi e voltou da Itália contando maravilhas do tempo passado por lá. Pelo resto da vida você dirá: “É, era para lá que eu deveria ter ido. Era isso que eu tinha planejado.”
E a dor do seu coração nunca, nunca mesmo, irá embora completamente… Porque, afinal, a perda deste sonho é muito significativa.
Mas, se você passar a vida lamentando o fato de não ter ido á Itália, talvez não possa descobrir e aproveitar o que existe de tão especial na Holanda. Afinal, é na Holanda onde nascem as tulipas.
Sem mais o que escrever desejo que você não apenas aprecie as fotos, mas que sinta-as também!
E lembre-se, “é na Holanda onde nascem as tulipas” ♥




















Fotografia e edição Mailda Lyra | Assistente Fernanda Matrone